ANO SANTO DA MISERICÓRDIA - Março Imprimir

 

 

NOTÍCIAS DE MARÇO 2016

 

 

SEMANA SANTA

EM VITÓRIA DA CONQUISTA


A Semana Santa tem início no Domingo de Ramos até o Domingo de Páscoa ou da Ressurreição. Ela concentra os últimos acontecimentos da vida de Jesus, que começa com a sua entrada triunfal em Jerusalém, e prossegue com a celebração da Ceia com instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, prisão. condenação, crucificação, morte, sepultamento e a Ressurreição.


DOMINGO DA PÁSCOA

O grande Domingo! "Por isso, a Páscoa não é simplesmente uma festa entre outras; é a festa das festas, solenidade das solenidades.

Dia 27 - Arcebispo celebra na igreja Catedral

Na noite deste Domingo de Páscoa (27), às 19 horas, Dom Luís presidiu na Igreja Catedral Nossa Senhora das Vitórias a Santa Missa da Ressurreição do Senhor. Destacou, em sua homilia, que a liturgia do domingo de Páscoa celebra a ressurreição do Senhor, lembrando que este grande acontecimento da História da Salvação, um mistério insondável da fé, é o exemplo concreto que garante aos cristãos a vida em plenitude como fruto de uma existência feita dom e colocada a serviço em favor do outro, especialmente, dos mais carentes e necessitados. A primeira leitura relata o testemunho de Pedro, apresentando o exemplo de Cristo que “passou pelo mundo fazendo o bem” e que, por amor, fez de sua vida uma total doação, entregando-se até a morte, e, por isso, Deus o ressuscitou. O Evangelho coloca o cristão diante de duas atitudes face à ressurreição. A primeira atitude é aquela do discípulo obstinado. Ele se recusa a aceitar a ressurreição. Na sua lógica, o amor total e a soação da vida nunca podem ser geradores de vida nova. A segunda atitude é aquela do “discípulo amado”, o discípulo ideal, o discípulo que ama e, por ser movido pelo amor, é capaz de entender o caminho e a proposta de Jesus. Este discípulo não se escandaliza nem se espanta pelo fato de que da cruz tenha nascido a vida plena, verdadeira. A segunda leitura é um convite aos cristãos que, revestidos de Cristo pelo batismo, continuem a sua caminhada de vida nova até à transformação plena. Dom Luís, havendo feito estas considerações sobre as leituras do dia, retoma alguns elementos da reflexão do Papa Francisco em sua mensagem para este dia de Páscoa transmitida a todos na Hora do Regina Coeli, oração mariana que substitui o Angelus no tempo pascal até a Festa de Pentecostes. Dom Luís, então, destacou que o Santo Padre, o Papa Francisco, recorda em sua mensagem de Páscoa que “Jesus Cristo, encarnação da misericórdia de Deus, por amor morreu na cruz e por amor ressuscitou”. Infelizmente o mundo de hoje ainda testemunha com profunda tristeza os imensos abismos espirituais e morais da humanidade gerados pelo ódio e pela morte e somente uma infinita misericórdia de Deus pode garantir a salvação. O Papa menciona a dolorosa situação da Síria, recordando que o Cristo ressuscitado indica caminhos de esperança. Recorda também outras tantas situações de conflitos em diversas nações, fazendo um veemente apelo pela paz. Lembra, por fim, os ataques terrorista que têm ceifado a vida de milhares de pessoas. Após a breve reflexão sobre as palavras do Papa, Dom Luís concluiu sua homilia, pedindo aos fiéis que continuassem a rezar pela situação de crise vivida pelo Brasil em todos os aspectos. Por fim, dom Luís renovou os votos de uma feliz e santa Páscoa, desejando a todos os fiéis que, como o Discípulo Amado, buscassem fazer neste tempo de Páscoa a íntima experiência do encontro com o Ressuscitado, sentindo-se amados pelo Senhor e chamados à visão, da inteligência e da fé nesta terra e da glória no céu. Que todos, pela Páscoa e movidos pela alegria da ressurreição, possam ser missionários de Jesus enviados a anunciar a “Alegria do Evangelho” e a proclamar: “Felizes os misericordiosos!”

 

SÁBADO SANTO

À noite celebra-se a solene Vigília Pascal, cume do ano litúrgico. Inicia-se com a Celebração da Luz, Liturgia da Palavra, Liturgia Batismal, e concluindo com a Liturgia eucarística.

Dia 26 - Vigília Pascal iniciada fora da igreja Catedral

Liturgia da luz

Preparação e procissão do Círio

Proclamação do Precônio

Catecúmenos

Liturgia da Palavra

Liturgia Batismal com Crisma

Bênção da água

Procissão do Ressuscitado

Na noite deste Sábado Santo (26), às 19h30min, com a concentração do Povo de Deus na Praça Joaquim Correia, ao lado da Igreja Catedral, Dom Luís, os Padres da Paróquia da Catedral e o Diácono José Dias se reúnem com os fiéis para a celebração da Vigília Pascal, a Noite das noites, a mãe de todas as santas vigílias, quando a Igreja mantém-se em vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte. Nesta noite santa a luz do ressuscitado resplende no círio aceso que dissipa as trevas da noite. Dom Luís deu início à celebração da Vigília Pascal com a Liturgia da Luz, que consiste na bênção do Fogo Novo e na preparação do Círio Pascal. Aceso o Círio Pascal no Fogo Novo, seguiu-se em procissão até o interior da Catedral, que permanecia na escuridão. O Diác. José Dias tendo o Círio em suas mãos, proclamava solenemente; “Eis a Luz de Cristo”, ao que os fiéis respondiam “Demos graças a Deus”. Pouco a pouco, esta escuridão ia sendo quebrada com os fiéis acendendo suas velas. É uma simbologia muito profunda: o Lume Novo e o Círio simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, Luz do mundo. Quando todos já se encontravam acomodados no interior da Igreja, o Diác. José Dias fez, solenemente, a proclamação do Precônio Pascal, o canto de exultação da Igreja pela vitória de Cristo sobre as trevas do pecado e da morte. Terminada a Liturgia da Luz, deu-se início à segunda parte da celebração com a liturgia da Palavra. Foram proclamadas três leituras do Antigo Testamento, recordando as maravilhas de Deus na História da Salvação. Depois, com grande alegria, a assembleia entoou o Hino de Louvor. Em seguida, foram proclamadas as duas do Novo Testamento: a Epístola, uma leitura sobre o batismo cristão como sacramento da Páscoa de Cristo, e o Evangelho, cujo texto foi uma narrativa da Ressurreição segundo Lucas. Na terceira parte da celebração, a Liturgia Batismal, Dom Luís fez a bênção da fonte batismal e conclamou a assembleia a fazer a renovação das promessas batismais. Neste momento, Dom Luís conferiu os dois primeiros Sacramentos da Iniciação Cristã, a saber, o Batismo e a Crisma a 20 adultos, devidamente preparados pelo catecumenato, uma catequese de adultos ao longo de um ano, e já apresentados à Comunidade Paroquial. Estes adultos também, no momento da comunhão, realizaram a 1ª. Eucaristia, recebendo das mãos do Arcebispo a comunhão, completando, assim, o ciclo dos Sacramentos da Iniciação Cristã. A Liturgia Batismal foi um momento muito expressivo e profundamente vivenciado pelos fiéis. Dom Luís, referindo-se ao sentido da Ressurreição de Cristo, lembra que ela é o fundamento da fé cristã, é fundamento da esperança na própria ressurreição futura. Recorda também que a Páscoa não é apenas a comemoração de um fato passado, mas consiste em um novo apelo de Deus ao cristão que deve revestir-se do homem novo e ressurgir para uma vida nova na graça e na santidade. Por fim, a Luz de Cristo deve ser levada a todas as pessoas, sobretudo, aos que se encontram afastados ou distantes de sua Igreja, ou mesmo que se encontram perdidos em meio às trevas, para que todos possam celebrar o esplendor admirável desta Luz que dissipa as trevas. A celebração foi admirada pela grande multidão de fiéis que ocupava todos os espaços da Catedral, tornando-a pequena para acolher tanta gente. No final da celebração, Dom Luís despediu a multidão com os votos de uma Feliz e Santa Páscoa. Os presentes também manifestaram entre si suas alegrias e os augúrios de uma Páscoa abençoada. Foi um momento celebrativo e de grande confraternização entre as pessoas.

 

SEXTA-FEIRA SANTA OU DA PAIXÃO

Hoje a Igreja celebra solene Ação Litúrgica constando de: leitura da Paixão, Orações solenes, Adoração da cruz, Comunhão.

Via Sacra até o cruzeiro na Serra do Periperi

 

No amanhecer da Sexta-Feira Santa (25), ao romper d’alva, o povo, animado por cantos penitenciais e orações, já começava a se aglomerar na praça Sá Barreto ao lado do antigo Colégio Diocesano. Às 6 horas da manhã, com a presença de todos os Párocos, Vigários Paroquiais e outros colaboradores do Vicariato São Lucas, Diáconos, Religiosas e Seminaristas, em meio à grande multidão de fiéis, Dom Luís fez a oração inicial da caminhada penitencial em direção ao Cruzeiro, convidando os presentes à caminhada em atitude de fé e de silêncio orante. Esta é uma tradicional caminhada da Sexta-Feira Santa, que vem acontecendo a cada ano sempre com um número maior de fiéis, tornando-se, assim, parte integrante do calendário religioso de Conquista. Trata-se de uma profunda demonstração de fé e de piedade do povo cristão. Na frente da multidão, o percurso a ser caminhado traçava-se em uma escalada íngreme, não obstante, não seria este um obstáculo a ponto de provocar qualquer desistência ou desânimo para aquela fervorosa massa de fiéis. Durante a caminhada, que durou cerca de duas horas, as paróquias da cidade, representadas pelos seus párocos e lideranças leigas e os movimentos do setor juventude, pastoral familiar, pastorais sociais e grupos “Terço dos Homens”, fizeram o exercício da Via-Sacra, contemplando as quatorze estações que lembram a caminhada de Jesus carregando a cruz até o Monte Calvário em sintonia com as reflexões da Campanha da Fraternidade 2016 proposta pela CNBB. No Alto do Cruzeiro, Dom Luís dirigiu uma mensagem ao Povo de Deus que ocupava todo o espaço da esplanada, lembrando que a Sexta-Feira Santa é marcada pelo clima do silêncio interior e pelo despojamento. O cristão é convocado a interiorizar em seu coração e a meditar sobre este profundo mistério: a doação plena de Jesus pela paixão e morte de Cruz. Deve ser este, por excelência, um dia de penitência, de jejum e de oração, um dia do silêncio. No final, Dom Luís convocou a multidão de fiéis a rezar em uníssono coro, a Oração da Campanha da Fraternidade e despediu o povo com uma bênção e os votos de uma feliz e santa Páscoa.

 

Dia 25 - Ação Litúrgica na Catedral às 15h

 

Dia 25 - DOM LUÍS PRESIDE NA CATEDRAL A AÇÃO LITÚRGICA DA PAIXÃO DO SENHOR

Nesta Sexta-Feira Santa (25), às 15 horas, lembrando a morte consumada do Senhor Jesus e a espernça da ressurreição, o mistério da Páscoa, Dom Luís presidiu a Ação Litúrgica da Paixão do Senhor na Igreja Catedral. Segundo uma tradição antiquíssima, neste dia a Igreja não celebra a Missa (Eucaristia), mas uma Ação Litúrgica da Paixão do Senhor, que consta de três partes: liturgia da palavra, adoração da cruz e sagrada comunhão. A liturgia celebrada, marcada pelo clima de silêncio e pelo despojamento, fala por si mesma, não necessitando de muitas palavras. A Igreja é convidada, dentro do contexto do Ano Santo da Misericórdia, a reviver o mistério da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, acolhendo a Palavra de Deus como testemunho da verdade que liberta e que confere um sentido totalmente novo ao absurdo da morte de um inocente. A cruz, antes punição maior para os escravos revoltosos, torna-se a Árvore da Vida. Dom Luís, em suas breves palavras, ressalta que o “Servo” apresentado pelo profeta Isaías, desfigurado pela dor e sofrimento, realiza a sua missão de resgate. Mais ainda, o sacrifício de sua vida é consequência da missão como prática da solidariedade. A segunda leitura vai reforçar esta ideia, mostrando Jesus não apenas como o “Homem das dores”, mas solidário ao homem, em virtude da natureza humana que assumiu. Com a Paixão segundo o Evangelho de João, a Igreja contempla o mistério do Crucificado, o mistério da cruz de Cristo, como uma solene liturgia. A cruz é o sinal do cristãoo porque é fonte de vida e de libertação total, sinal do amor de Deus à humanidade por meio de Jesus Cristo. Após a celebração da Ceia do Senhor (Quinta-Feira Santa), toda a adoração se orienta para a Cruz. A veneração à cruz expressa o gesto de amor Àquele que “se entregou e se fez obediente até a morte e morte de cruz”. Igualmente, a Igreja é convocada a olhar para todos os que ainda hoje, no mundo, continuam a ser perseguidos, humilhados e crucificados injustamente. No final da Ação Litúrgica, o Arcebispo Dom Luís, o pároco da Catedral Mons. Uilton e os vigários paroquiais, Pe. Tobias e Pe. Severino, o Diác. José Dias, ministros extraordinários da Sagrada Comunhão, coroinhas e os fiéis reunidos em grande multidão acompanharam a procissão do Senhor Morto pelas ruas circunvizinhas da Igreja Catedral.

 

QUINTA-FEIRA SANTA

A Igreja celebra a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Jesus antes de iniciar a ceia pascal lavou os pés de seus discípulos. Também nessa celebração proclama-se o mandamento do amor fraterno.

Dia 24 - Celebração na igreja Catedral:

 

 

 

Na noite desta Quinta-Feira Santa (24), Dom Luís presidiu a Santa Missa da Ceia do Senhor na Igreja Catedral Nossa Senhora das Vitórias, em Conquista. Nas palavras da saudação inicial do Arcebispo, a Igreja está iniciando, com esta solene celebração, o Tríduo Pascal que, em seu conjunto, constitui a grande celebração da Páscoa, memorial da paixão, morte e ressurreição do Senhor Jesus. Sublinhou também que a Semana Santa deste ano está inserida no contexto do Ano Santo da Misericórdia. Na homilia, Dom Luís recordou que a Liturgia da Quinta-Feira Santa tem sua centralidade no tema do “Amor” e desdobra-se em vários aspectos celebrativos: a cerimônia do lava-pés, a proclamação do novo mandamento, a instituição do sacerdócio ministerial e a instituição da Eucaristia, em que Jesus se faz alimento, dando seu corpo e sangue, como manifestação profunda e suprema do seu amor pela humanidade. Eucaristia, sacerdócio e lava-pés constituem uma única realidade que quer expressar a missão de serviço de toda a Igreja. A Quinta-Feira Santa é um convite a toda a Igreja para renovar a virtude da Caridade, o mandamento do Amor. Trata-se de uma dimensão de serviço, uma opção pelo próximo, o mais carente, o mais pobre. A vivência do mandamento do Amor não se limita às boas intenções, mas deve ser traduzida em boas obras, em ação concreta, solidária e de misericórdia, ação eficaz no alívio das dores e do sofrimento do outro. Após a homilia, Dom Luís procedeu com a cerimônia do Lava-pés. Aqui, recordou ele, não se trata de uma simples repetição, quase como que uma teatralização em caricatura, do gesto de humildade e de serviço de Jesus. A cerimônia do Lava-pés quer por em evidência que a Eucaristia, Amor maior, deve prolongar-se no quotidiano em atitudes e gestos de amor fraterno, tornando-se próximo do outro, o irmão necessitado, os que vivem nas “periferias existenciais”, os empobrecidos. A experiência do lava-pés, gesto extremamente misterioso em sua extrema simplicidade, quer lembrar o mandato de Jesus: “Eu, Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros”. Aplicando na prática este mandato de Jesus, Dom Luís, na cerimônia do Lava-pés, realiza o gesto com o primeiro discípulo e, em seguida, aquele é convidado a lavar os pés do discípulo que está a seu lado. Na busca de atualizar o gesto de Jesus sem incorrer no risco do mero teatro, este modo é bastante expressivo e oferece o verdadeiro significado do lava-pés como exemplo a ser seguido por cada cristão. A celebração da Missa da Ceia do Senhor contou com a presença de Mons. Uilton, Pároco da Catedral, e dos Vigários Paroquiais, Pe. Tobias e Pe. Severino, além da diaconia de José Dias, Diácono Permanente. A presença de uma grande multidão fez com que a Igreja ficasse com seus espaços completamente ocupados. Após a oração da comunhão, Dom Luís, depondo a casula e recebendo o pluvial e o véu de ombro, incensa o Santíssimo Sacramento e, em seguida, acompanhado dos concelebrantes, ministros extraordinários da Sagrada Comunhão, coroinhas e os fiéis, fez o traslado, em procissão, para a Capela da Reposição, onde ficará até o dia seguinte (Sexta-Feira Santa), para a “Comunhão dos Pressantificados” dos fiéis que participarão da Ação Litúrgica da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, uma vez que naquele dia a Igreja por tradição não celebra a Santa Missa.

 

Dia 22 - ARCEBISPO DE VITÓRIA DA CONQUISTA DOM LUÍS PEPEU PRESIDE MISSA DA UNIDADE

Procissão de entrada

 

Participação dos Fiéis

Concelebrantes

 

 

Bênção dos Santos Óleos e Consagração do Crisma

 

Pela manhã - Reflexão com o Clero

Nesta terça-feira da Semana Santa (22), a Arquidiocese de Vitória da Conquista realizou a Missa da Unidade, reunindo o Arcebispo Dom Luís com todo o Clero - presbíteros e diáconos -, religiosos e religiosas, seminaristas, leigos e leigas representantes de todas as paróquias e comunidades da Arquidiocese. A celebração aconteceu na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Maiquinique (BA), reunindo uma grande multidão de fiéis do próprio município, bem como diversas caravanas vindas das demais paróquias que compõem a Arquidiocese. Foi uma belíssima celebração organizada pela Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, tendo à frente o Pe. Reinaldo com seu jeito simples, fraterno, sua grande disponibilidade e o coração aberto. Ele convocou toda a paróquia e, em primeira pessoa, sem medir esforços, arregaçou as mangas para o trabalho. Contou com a generosa colaboração das famílias maiquiniquenses, incluindo as diversas pastorais e movimentos, grupos e setores da paróquia, não menosprezando a presença ativa, o dinamismo e a dedicação das crianças e da juventude local. Como de praxe, o Arcebispo reuniu o clero na parte da manhã para um momento de oração e de meditação, um exercício espiritual em sintonia com o clima da celebração da Missa da Unidade. Dom Luís, com grande sabedoria e muita serenidade, falou sobre o tema do Ano Santo: A porta da Misericórdia - Reflexões sobre o Jubileu da Misericórdia. Em suas reflexões, ressaltou que este tema é muito caro ao Papa Francisco, lembrando ainda que a misericórdia é a palavra chave do seu pontificado, motivo condutor de seus discursos, homilias e gestos. Dom Luís fez uma síntese do sentido do termo “misericórdia”, recorrendo às raízes da palavra e evidenciando as muitas atitudes de Jesus sempre movidas pela compaixão, o amor misericordioso, que revela o rosto do Pai. Ao final de suas meditações, Dom Luís lembrou com ênfase que o princípio que deve motivar a vida e a missão da Igreja, chamada a assemelhar-se sempre mais ao próprio Mestre, é a misericórdia. Colocar a misericórdia de Deus no centro da vida, este é o forte convite lançado à Igreja, em especial, ao padre no exercício de seu ministério: ter um coração sensível, aberto, para acolher a todos, uma Igreja que se encontra com o sofrimento humano, que faz o caminho dos feridos, assumindo realmente o rosto de Jesus, uma Igreja solidária e em saída. Já ao cair da tarde, com os raios do sol descendo sobre os montes e perdendo suas forças, embora incidindo sua luz ainda forte nos rostos dos milhares de fiéis aglomerados no espaço previamente preparado, deu-se início à Celebração da Santa Eucaristia - a Missa da Unidade. Em sua saudação inicial, o Arcebispo dirigiu uma palavra fraterna aos irmãos no sacerdócio e, antecipadamente, os agradecimentos ao Padre Reinaldo pela acolhida. Na homilia, Dom Luís ressaltou a tríplice realidade da celebração: a unidade e a comunhão da Igreja diocesana; a bênção dos óleos para o batismo e para a unção dos enfermos e a consagração do óleo do Crisma; e a renovação das promessas sacerdotais pelos padres. Pontuou Dom Luís, a Missa do Crisma, ou Missa da Unidade, quer de fato por em evidência a unidade da Igreja particular, onde o Bispo, como Pastor, juntamente com o seu presbitério (os padres e os diáconos) e os fiéis participam juntos da Celebração Eucarística, em sinal de plena comunhão. No final da celebração, membros das diversas comunidades paroquiais, juntamente com seus respectivos párocos, receberam das mãos de crianças os santos óleos que serão utilizados nas paróquias durante todo o ano nos sacramentos do Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos. Nos agradecimentos finais, Dom Luís pediu encarecidamente aos fiéis que rezassem pelos padres. Enfim, depois de uma vez mais ter agradecido o árduo e não menos precioso trabalho de organização do Pe. Reinaldo e a acolhida generosa do povo maiquiniquense, Dom Luís anunciou o nome da paróquia que assumirá a realização da Missa da Unidade no próximo ano: Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Frades Capuchinhos, em Vitória da Conquista.

 

Dia 20 - DOM LUIS PEPEU PRESIDE NA CATEDRAL A CELEBRAÇÃO DO DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR

Na manhã deste domingo (20), na Igreja Catedral, Dom Luís presidiu a Santa Missa do Domingo de Ramos, ato litúrgico que inaugura as celebrações da Semana Santa. O início da celebração aconteceu na praça Joaquim Correia, ao lado da Catedral, onde estava reunida uma grande multidão de fiéis com os ramos em mãos para relembrar a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado e recebido com gritos de hozana e com ramos de oliveira, antes da sua paixão, morte e ressurreição. Após a habitual saudação, o Arcebispo procedeu com a oração da bênção dos ramos. Em seguida, o diácono fez a solene proclamação do Evangelho. Depois, os fiéis, agitando os ramos, louvando e cantando, sairam em procissão até o interior da Catedral. Todos acomodados, a celebração prosseguiu com a oração do dia e a liturgia da palavra. Na homilia, Dom Luís ressaltou que a liturgia deste Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor é um convite ao cristão a abrir o coração e a contemplar esse Deus que, por amor, veio ao encontro da humanidade, fazendo-se servo de todos, doando a própria vida para destruir o egoismo e o pecado. A paixão e morte de Jesus proclamadas na liturgia deste domingo é o momento supremo de uma vida feita dom e serviço, a fim de libertar os homens do egoismo e da escravidão. Na cruz revela-se o amor de Deus, amor que se faz dom total. Contemplar a cruz onde se manifesta o amor e a entrega de Jesus significa assumir a mesma atitude e solidarizar-se com os tantos crucificados de hoje: os que sofrem violência, os que são explorados, os que são excluídos, os que são privados de direitos e de dignidade. Neste Ano Santo da Misericórdia, o Papa Francisco convida a Igreja a celebrar a Semana Santa e o Tempo pascal contemplando a imagem do Pai misericordioso que salvou e continua a salvar. A Santa Missa de Ramos, presidida pelo Arcebispo, foi concelebrada pelo Mons. Uilton Pereira, Vigário Geral e pároco da Catedral. Também concelebraram Pe. Tobias e Pe. Severino, vigários paroquiais da Catedral, e o Pe. Mairton Marques, vindo da Diocese de Afogados da Ingazeira - PE. A Igreja Catedral tornou-se muito pequena para acolher a multidão de fiéis nesta grande demonstração de fé, permanecendo muitos deles nas imediações do Templo.


Dia 18 - ARCEBISPO CELEBRA ÚLTIMA NOITE DO NOVENÁRIO EM HONRA A SÃO JOSÉ EM ITAPETINGA


Na noite desta sexta-feira (20), Dom Luís Pepeu celebrou a Santa Eucaristia na Paróquia São José, em Itapetinga, no encerramento do Novenário em preparação à Festa do excelso Padroeiro, o Glorioso São José. Este ano, a Festa da Paróquia São José, celebrada no contexto do Ano Santo da Misericórdia, teve como tema central: “Lembra-te, Senhor, da tua misericórdia e do teu amor”. Em estreita ligação com o convite do Ano Santo de rever e concretizar as obras de misericórdia, o novenário da festa de São José deste ano ofereceu em suas pregações abundantes indicações para a acolhida e a prática da misericórdia. Com o tema “Misericórdia é devolver a vista a quem vive curvado em si mesmo”, Dom Luís, em sua homilia, destacou a figura de São José como grande testemunha e praticante da misericórdia, sendo um exemplo vivo para o povo em suas devoções. Seguindo as indicações da liturgia diária, Dom Luís fez referência às lelituras da Palavra de Deus, mostrando que a vida do profeta Jeremias, vida atormentada e sofredora, remete à paixão e morte de Jesus, que cumpre a missão profética de revelar ao mundo a imagem verdadeira de Deus Pai, sendo, por isso, contestado, ridicularizado e humilhado. Dom Luís recorda também que a grande verdade da Igreja é o amor de Cristo, em sua expressão mais profunda e mais concreta que é o perdão, a doação de si mesmo. É deste amor que a Igreja faz-se serva e mediadora junto à humanidade, tornado presente e palpável a misericórdia de Deus. Abordando o tema proposto, Dom Luís ressaltou que o cristão deve procurar praticar as obras de misericórdia espirituais e corporais como realização da missão de Jesus, levando uma palavra e um gesto de consolação aos pobres, anunciando a libertação a quantos são prisioneiros das novas formas de escravidão da sociedade e habitam nas mais variadas “periferias existenciais” do mundo contemporâneo. É preciso ter um olhar de atenção voltado à realidade e ser solidário com as tantas situações de precariedade, de solidão, de dor, de luto e de angústia. Perceber as tantas feridas que devem ser lavadas, cuidadas, enfaixadas. Concluiu Dom Luís sua homilia lembrando que o Jubileu é ano de intensa alegria, mas também é tempo de conversão, voltar para Deus, sentir-se acolhido em seus braços. Além da presença do pároco Pe. Rosenildo, esta última noite do novenário contou com a presença de uma grande multidão, devotos e devotas de São José. A liturgia foi muito bem preparada e contou com a organização do “Terço dos Homens” e da OFS (Ordem Franciscana Secular).


Dias 12 e 13 - DOM LUÍS PARTICIPA DE ENCONTRO VOCACIONAL DA ARQUIDIOCESE E PRESIDE A SANTA MISSA


A Pastoral Vocacional Arquidiocesana, sob a coordenação do Promotor Vocacional Pe. Nilson Laurêncio, promove seu primeiro encontro vocacional neste ano. O Encontro está acontecendo no Seminário Propedêutico da Arquidiocese, em Itapetinga - BA, e recebe a visita do Arcebispo Dom Luís. Nste primeiro encontro, estão participando 8 jovens candidados, provenientes de várias paróquias da Arquidiocese. Serão dois dias de convivência intensa, com momentos dedicados à oração, estudos e reflexões, onde os jovens terão a oportunidade de aprofundar o sentido da Vocação Sacerdotal como um Chamado de Deus no seguimento às pegadas de Jesus Cristo. Através destes encontros vocacionais, os jovens vão sendo ajudados na descoberta e no discernimento da verdadeira vocação em vista de uma resposta mais madura e mais consciente. Nesta fase de simpatia e de conhecimento, eles também terão espaço para falar de seus sonhos e esperanças, de partilhar suas inquietações. Alguns seminaristas do Seminário Filosófico da Arquidiocese estiveram presentes e colaboram com Pe. Nilson na condução da animação do Encontro. No domingo (13), o Arcebispo Dom Luís esteve no local do Encontro e celebrou a Santa Missa. Ele dirigiu uma palavra de encorajamento aos jovens candidatos, lembrando-lhes que a iniciativa da Vocação é sempre de Deus. Ao homem, cabe a livre decisão de acolher ou não este chamado. Ao “Sim”, numa atitude de abertura generosa ao chamado de Deus, o jovem deve acrescentar toda a sua confiança, colocando-se nas mãos de Deus, deixando-se seduzir por Ele e ser moldado em suas mãos como o barro na mão do oleiro. O jovem não deve ter medo desta descoberta, não deve ter medo de desbravar caminhos novos em busca da realização plena de seus projetos e sonhos. Acolher o chamado de Deus é colocar-se a caminho, indo ao encontro de Jesus para partilhar a convivência com Ele. Dom Luís exortou, enfim, os jovens a serem perseverantes nesta fase de descoberta e de discernimento da vocação, entregando-se em constante vida de oração numa profunda experiência de intimidade com Cristo.

 

Dia 9 - ARCEBISPO PRESIDE A CELEBRAÇÃO DOS 30 ANOS DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DAS CANDEIAS


Nesta quarta-feira (9), às 7h30min da noite, Dom Luís celebrou a Solene Eucaristia em ação de graças pelo Jubileu de 30 anos da criação e instalação da Paróquia Nossa Senhora das Candeias em Vitória da Conquista. No início da celebração, ele dirigiu uma saudação a todos os presentes, lembrando que aquele era um momento muito especial, momento de ação de graças para a Comunidade Paroquial das Candeias que estava celebrando 30 anos de caminhada de ação pastoral e de animação missionária. Lembrou ainda que entre os presentes, certamente muitos viram aquela Paróquia nascer e acompanharam de perto seus passos até hoje. Muitos outros doaram suas vidas com grande generosidade e sem medir esforços na construção desta bela história de três décadas. Lembrou e agradeceu a passagem dos diversos padres que estiveram à frente dos trabalhos da Paróquia a partir do inesquecível e saudoso Monsenhor Bruno, primeiro pároco, até Pe. Alessandro, que está assumindo a atual administração da Paróquia. Na homilia, Dom Luís destacou a importância desta celebração jubilar como momento propício para elevar a Deus o hino de louvor e de ação de graças pela missão pastoral da Comunidade Paroquial e pela caminhada vivida ao longo destas três décadas, reconhecendo que tudo é dom de Deus, Senhor da vida e da história. Lembrou também que a caminhada pastoral ou a história missionária da Paróquia é fruto do amor e da graça de Deus. Dom Luís ressaltou que, no contexto do Ano da Misericórdia, toda a comunidade paroquial, com o seu pastor e colaboradores, é chamada a dar continuidade à caminhada de louvor e de ação de graças com um olhar de gratidão voltado para o passado e um olhar de confiança e de esperança em direção ao futuro. Exortou a comunidade a renovar o espírito missionário, indo ao encontro do outro com renovado ardor, com entusiasmo. Lembrou ainda que a paróquia não é uma mera instituição, mas uma família, uma comunidade viva de fé, devendo crescer no amor fraterno e na solidariedade, uma comunidade unida pela fé e também pela caridade. Lembrando as palavras do Papa Francisco, Dom Luís ressaltou que a comunidade paroquial deve ser uma Igreja em saída, uma Igreja que vai ao encontro, uma Igreja que acolhe como mãe misericordiosa. Além do Pároco Pe. Alessandro e de Frei Dimas, que concelebraram com o Arcebispo, a celebração contou também com a diaconia dos diáconos permanentes José Antônio (diác. Zezzinho) e Raul Ângelo e com a presença de muitos fiéis, tanto da sede da paróquia, como também das diversas comunidades rurais. A liturgia foi preparada com muito esmero, contando com a participação ativa e fervorosa dos fiéis, conferindo à celebração um tom especial de beleza e de solenidade. No final, o pároco Pe. Alessandro agradeceu a presença e o trabalho de todos, lembrando que a celebração do jubileu da paróquia é uma festa de todos os paroquianos. Após a bênção final, Dom Luís acolheu paternalmente a saudação calorosa dos fiéis que lhe foram ao seu encontro.

Dias 1 e 2 - ARCEBISPO PARTICIPA DA ASSEMBLEIA DO CONSER NE-3 DA CNBB



Na manhã desta terça-feira, 1º. de março, os Bispos do Regional Nordeste 3 deram continuidade às atividades da Assembleia do Conselho Episcopal Regional - CONSER, iniciadas na noite de ontem. Além dos bispos das (Arqui)dioceses e dos Administradores Diocesanos de Amargosa e Caetité, participaram do encontro por um momento os Coordenadores de Pastoral de cada diocese. Na primeira parte da manhã, Dom Giovanni Crippa, Bispo Diocesano de Estância - SE, dirigiu os trabalhos da Assembleia com uma reflexão sobre o Ano Santo da Misericórdia. Em seguida à reflexão, abriu espaço para uma partilha entre os participantes sobre os acontecimentos e as experiências do Ano da Misericórdia nas diversas Dioceses e Arquidioceses do Regional. Na segunda parte da manhã, o Secretário do Regional Nordeste 3, Dom Gilson Andrade da Silva, recordou aos participantes as linhas de ação definidas na 53ª. Assembleia Regional de Pastoral. Em seguida, Dom João Costa, Vice Presidente do Regional, conduziu os trabalhos sobre as experiências dos Planos (Arqui)Diocesanos de Pastoral. Houve também um breve momento de partilha feito pelos Coordenadores de Pastoral sobre o processo de construção do plano de pastoral em vista da próxima Assembleia de Pastoral do Regional, que acontecerá em agosto próximo. A condução destes trabalhos ocupou também a primeira parte da tarde. Cumprindo o cronograma de atividades, os Bispos realizaram duas privativas conduzidas pelo Presidente do Regional, Dom Petrini. Marcaram também a programação destes dias de Assembleia temas ligados ao Tribunal Eclesiástico e Prestações de Contas CNBB e PDV, além de diversos momentos reservados às Comunicações. Ao longo do encontro, houve significativos momentos de celebração: Eucaristia e Liturgia das Horas.